O executivo conversou com jornalistas da América Latina na tarde de hoje. Este colunista foi o único representante do Brasil, país com 150 milhões de adeptos do aplicativo de mensagens, segundo uma fonte muito bem informada.
Com a palavra, o chefão da Meta
Buz, como é conhecido, foi perguntado se haveria integração com o WhatsApp. Ele deu a longa resposta que você confere a seguir:
“Nós estamos muito animados em trazer o WhatsApp para metaverso. O aplicativo funciona como a espinha dorsal de comunicações para muitos países pelo mundo. Obviamente que dá para pensar em formas de utilizá-lo [dentro do metaverso].
Ele faz parte do tecido social da vida cotidiana de muita gente. Seria ingênuo de minha parte pensar que um usuário colocaria óculos VR na cabeça e, ao receber uma mensagem via WhatsApp, teria que retirar essa tela gigante para checar a informação numa tela diferente, do smartphone.
Nós anunciamos ontem a versão do Messenger em realidade virtual. É um pouco mais difícil trazer o WhatsApp para este universo porque o aplicativo está vinculado ao seu número de telefone. Vamos precisar de um trabalho extra para chegar neste resultado. A equipe do WhatsApp está muito animada trabalhando com a gente nisso. Recentemente eles começaram a aceitar múltiplos dispositivos que podem se conectar a uma mesma conta no aplicativo.
Nós vamos expandir essa realidade. Eu não tenho nenhum anúncio para fazer hoje, mas com certeza tenho interesse em trazer o WhatsApp para o metaverso.”
🤔 Metaverso?
Para quem ainda não ligou uma coisa à outra, metaverso é o nome dado para o projeto de recriar o mundo real dentro da internet, graças a espaços em 3D onde os avatares interagem entre si. Seria possível fazer reuniões, dar aulas, jogar ou simplesmente passar tempo junto. Zuckerberg aposta tão fortemente neste futuro que decidiu mudar o nome da empresa controladora do Facebook para Meta, em referência a este tipo de realidade virtual.O assunto ganhou as manchetes nas últimas semanas por causa dos inúmeros desafios que se impõem, dentre eles o acesso a aparelhos compatíveis com a visualização e interação com conteúdo em realidade virtual, a infraestrutura de telecomunicações e os já sabidos problemas do Facebook em gerenciar discurso de ódio ou conteúdo ofensivo, entre outros casos.
Por outro lado, a ideia de recriar um mundo virtual onde as pessoas podem replicar sua aparência ou adotar personagens completamente novos está sendo explorada por diversas equipes e empresas pelo mundo. Além da própria empresa Meta (ex-Facebook), são notáveis os trabalhos da Microsoft, do Roblox, da Epic Games e da brasileira Movile nesta seara.
Info: www.techtudo.com.br
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